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  » TAPETES » MARROCOS » Fotos meramente ilustrativas

Há no Marrocos, um reino ensolarado no noroeste da África, uma diversidade de elementos naturais que surpreende quem associa o país ao deserto – uma lembrança pertinente, já que o Saara ocupa quase metade do território marroquino. O sol do Saara é rei, e ponto.

Do calor do deserto derivam histórias e personagens que ajudam a criar no país a aura de um lugar mágico. Más há algo além de areias nessa terra fascinante. Quem diria que da aridez do país desértico surgem cachoeiras de 60 metros de altura? Ou floresta de cedros gigantes?

Ou, mais, 1100 quilômetros de litoral divididos entre Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo? Ou ainda a neve que pontua certos cumes?

È aí, em meio às montanhas do Atlas, que se encontra o segredo da geografia marroquina. A cordilheira rasga todo centro-sul do país em três conjuntos de montanhas conhecidos como Médio, Alto e Anti Atlas. No extremo norte, uma outra cadeia de montanhas, o Rif, une-se ao Atlas e forma assim uma barreira natural por todo o território, isolando do deserto, numa grande planície, metade dos 458730 quilômetros quadrados do Marrocos. Nessa região o calor também é intenso, mas reina um clima mais ameno, gerados pelos ventos atlânticos. É ali que vive a maior parte dos 27 milhões de marroquinos, que ficam todas as principais cidades e onde é o solitário Saara, do sol implacável que batizou o país.

Entenda-se por principais cidades marroquinas as cidades históricas, ou imperiais, que fundamentaram a colonização árabe, a partir do século 7, e tornaram-se grandes centros políticos de sua época. De acordo com as datas de construção, contam-se quatro delas, pela ordem: Fez, Marrakesh, Rabat e Méknes.

Em todas se encontram os traços que caracterizam a tradicional arquitetura urbana marroquina: uma mediana (centro comercial e residencial), uma mesquita central, o palácio real, o mellab (bairro judeu) e os suqs (mercados), tudo cercado por uma muralha. Todas as quatro cidades ainda mantêm essa estrutura básica e, curiosamente, são definidas pela cor de suas construções: Marrakesh é a cidade vermelha; Méknes, a verde; Fez, a amarela. Rabat, a cidade branca, é a única que conserva sua importância política: ainda hoje é a residência oficial do rei Hassan II, que há 37 anos comanda o reino com nacionalismo extremo. Ali também está enterrado seu pai, o rei Mohammed V, que ajudou o país a conquistar a independência dos franceses, em 1956.


Apesar da pobreza superficial, o Marrocos é uma nação potencial rica. Suas terras ocultam 75% das reservas mundiais de fosfato, um mineral usado na produção de adubo. O Marrocos é o maior exportador mundial do valioso produto, mas há ainda uma fértil agricultura em campos irrigados no interior, além da indústria do turismo e da pesca. Das águas do Atlântico saem, pelo porto de Casablanca, atuns consumidos no mundo todo.


Casablanca é uma cidade portuária e industrial, cujo nome tem sentido literal: a primeira casa construída no lugar era branca, para servir como ponto de referência aos viajantes que cruzavam o país e aos navios que se aproximavam da costa.


A estratégica posição de Marrocos, no litoral de dois mares, vizinho da Europa, fez com que o país fosse palco de invasões de muitos povos. Para se proteger, os antigos eram engenhosos: construíram suas cidades atrás de muralhas de pedra ou barro, as chamadas Kasbabs. Méknes, por exemplo, tem uma Kasbab tripla cercando a cidade velha, num total de 42 quilômetros de muro de 15 metros de altura. Nove portas grandiosas, as babs, cada qual com quatro grandes torres, dão acesso à velha cidade. A maior dessas portar Bab El Mansour foi construída em 1732 e é um exemplo da megalomania de um dos mais empreendedores sultões marroquinos, Moulay Ismail, que reinou entre 1672 e 1727.

 

 

Quase insano, Ismail impôs a destruição de palácios em Fez e Marrakesh para que nenhuma outra cidade fosse mais bela que Méknes, escolhida por ele para sua capital. Mandou construir um imenso reservatório de água apenas para regar os jardins reais e, dizem, proporcionar lazer às suas 500 esposas. Por sua obra, Ismail é cultuado como rei eterno na cidade. Mulheres muçulmanas passam o dia orando no belo mausoléu onde estão suas cinzas.

 

 

 

Também na região de Méknes, perdido entre duas montanhas, o pacato vilarejo de Mouraly Idriss oculta num mausoléu o corpo de Moulay Idriss el Akbar, que chegou à região em 789 como o primeiro mensageiro da fé islâmica no interior do país. Perto da vila, estão as ruínas da cidade de Volubilis, o principal testemunho da época do domínio romano no Marrocos.


                                                   

 

 

 

 

Foi Idriss quem deu início à construção da mais a mais antiga das cidades imperiais marroquinas, Fez, hoje considerada um Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

 

A cidade se divide em dois lados totalmente distintos: Fez Bali, ou a “cidade velha”, e Fez Jedid, a “cidade nova”. Fez Bali concentra a maior e mais complexa medida do mundo árabe, um terrível labirinto de vielas apertadas e torturosas.

 


 

 

 

 

 

Entrar na medina sem a companhia de um

morador da cidade pode implicar em um mergulho

claustrofórioco, sem tempo definido, num fluxo

de comerciantes histriônicos em busca de

fregueses, gente apressada e até burricos com o

lombo cheio de mercadorias.

 

 

 

 

Só um lugar em todo o Marrocos supera no ritmo frenético a medina de Fez. Talvez toda a cultura árabe esteja sintetizada nesse único e pequeno lugar, Djemaa El Fna, um mercado montado todo dia numa praça circular no coração de Marrakesh – por si só a mais mágica cidade do Marrocos.

 

Djemaa El Fna é um mundo em si mesmo, a se repetir e se renovar a cada dia. O movimento começa logo cedo, quando o sol já arde sobra a cidade, mas ganha vida nova a partir das seis da tarde, quando a noite se aproxima.

 

Nessa hora, o mundo de Djemaa El Fna começa a girar: encantadores de serpentes, mágicos, malabaristas, acrobatas, escrias, vendedores de comida, muçulmanos sentados em tapetes no chão lendo o Corão, dentistas que mostram milhares de dentes extraídos como prova inconteste de sua competência – entra-se na roda viva da praça com a certeza de não sair impune. As pessoas se acotovelam em busca de ar, espaço, raciocínio. Tudo acontece ao mesmo tempo, e o tempo ali nada mais é que a soma dos segundos que determinam novos olhares, novas atrações, novos aromas, novos sentidos.

 

 

Marrakesch e Djemaa El Fna são quase sinônimos, mais a cidade tem outras atrações, como a Mesquita de Koutubia ou a Menara, um grande jardim piscina construído no século 12 para o lazer dos sultões.


É em Marrakesch, também, que pernoitam os viajantes que pensam em chegar às montanhas ou ao deserto. Em direção ao Médio Atlas, fica a Cachoeira Douxoud, a maior do país, formada pelo rio de mesmo nome. Principalmente no inverno, entre dezembro e fevereiro, época das chuvas, a queda d´água desdobra-se em três saltos que atingem 60 metros de altura, criando duas enormes piscinas aos seus pés.

 

O Médio Atlas guarda mais belezas: perto das cidades de Iframe e Azrou, há uma magnífica florestade cedros, com árvores de até 400 anos, onde vivem espécioes de macacos, muitas aves e até leopardos.


              

Do centro de Marrakesch, é possível avistar também os cumes nevados do Alto do Atlas, que por sua vez, indicam a proximidade do Saara. Um dos principais caminhos até o deserto une Marrakesch e Quarzazate, cidade fundada sobre um grande oásis.

 

 

 

 

Na subida da cordilheira, a vegetação ganha força surpreendente. Basta chegar ao ponto mais alto da estrada, porém, para que tudo mude radicalmente – o deserto se aproxima, apesar da visão do pico mais alto do Marrocos, o Toubkal, com 4167 metros. A cor ocre do Saara aparece e vilarejos quase anônimos escondidos no coração das montanhas, como Telouet, parecem anunciar a chegada de um Marrocas diferente.

 

 

 

 

De fato. Neste lado do país, na entrada do Saara, estão mais preservados em alguns oásis os sinais da cultura do antigo e simpático povo marroquino, os descendentes dos berberes. É um outro país. Em Quarzazate, o deserto se abre então em muitos caminhos que parecem levar sempre a um mesmo lugar. É um engano. Rumo ao litoral, por exemplo, é possível testemunhar o encontro do deserto com o mar, em lugares inóspitos, como Tan Tan, Tarfaya e Dakhla. Rumo ao interior, ao vazio, o derradeiro destino é Zagora, última cidade alcançada por uma estrada no meio do Saara.

 

 

 

Zagora é a possibilidade final de um viajante ocidental explorar o Marrocos. Dali em diante, as distâncias não são medidas em quilômetros, mas em horas, dias, meses.

Uma curiosa placa de sinalização no meio da cidade indica o caminho para um outro lugar, ainda mais incrustado no coração do deserto. Diz ela, prosaica: “Tombouctou, a 58 dias”.    Detalhe de camelho.....

   

 

 

Os Historiadores dizem que a arte de tecer tapetes em Marrocos se estende desde de quando Marrocos era chamado de Merinid (segunda metade do século de XIII), eram usados por eles como a fortuna preciosa dos palácios, dos zaouïas (lugares sagrado), dos túmulos, etc. Más também como presentes dos príncipes. Os tapetes são o presente preferido para povos da alta sociedade. Junto com cobertores e tela de janelas ou parede, são também uma peça importante do enxoval de noiva dado como presente.

 

Por séculos os povos tribais que viviam nas montanhas de Marrocos levaram aos seus povos nos arredores de Marrocos a delicada arte de terces tapetes. Em toda Marrocos os tapetes não são somente um item a mais para completar seus lares ou para servir de utensílio como cobertores ou cobrirem suas tendas por nômades, eles são considerados uma parte integral da cultura Marroquina, por isso que o tapete Marroquino feito à mão continua sendo o presente preferido pelos seus povos, desde nômades até a uma alta cúpula da sociedade e são também um presente tradicional de casamentos.

As características destes tapetes Marroquinos contem projetos antigos sempre seguindo os projetos padrões tribais de milhares de anos, como os da tribo Aït Ouaouzguite e o Glaoua.  Há milhares dos anos, seus tapetes ficaram famosos devido à qualidade das lãs usadas e de suas cores impressionantes (produzidas por tinturas naturais) e por usarem projetos geométricos. Os tecelões de hoje continuam a usar estes métodos antigos, apesar da introdução no mercado dos produtos químicos já há algum tempo. As cores principais usadas nos tapetes marroquinos é o amarelo, azul, vermelho mais intenso, o preto natural e o verde.

 

Os objetivos da migração e o desenvolvimento (MD) e a migração e as organizações locais do desenvolvimento (MDL) são assegurar-se de que este conhecimento antigo seja passado para gerações futuras e re-introduzidos às velhas técnicas de coloração. Esperam conseguir estes objetivos empenhando os artesões mais velhos a passarem para suas gerações futuras.

Em várias regiões de Marrocos o tapete tazerbyt, que é tecido por quase todas as tribos, é feito para finalidades domésticas. Somente a Confederação de Aït Ouaouzguite e as tribos neighboring, tais como o Glaou ao norte, e o Zenaga e o Souktana ao sul, produzem um número significativo dos tapetes para a venda e exportação.

O hanbel e os tapetes dos atellis, entretanto, são produzidos em quantidades grandes por todas as classes sociais, e introduzidos no mercado em muitos caminhos pelas montanhas.

Não há muito tempo cerca de 1928, uma única companhia dos ESTADOS UNIDOS comprou diversos tapetes em menos de um ano. Desde 1940, Tazenakht foi um dos centros de tapetes mais produtivos e os mais bem sucedidos na região das inclinações do sul das montanhas de Marrocos.
O Aprendizado

A arte de tecer ainda é ensinado muito na maneira tradicional. O conhecimento é entregue nos repousos dos lares dentro das famílias. A mãe é responsável para iniciar seus filhos na arte de tecer tapetes. A inicialização na arte de tecer tapetes é um aprendizado duro.

O aprendiz novo não deve somente aprender uma determinada técnica, deve também memorizar a escala da cor, aprender como registrar cada teste padrão, e dominar todos os motivos decorativos (sinais e símbolos). Um tapete deve ser muito valorizado devido o trabalho duro e da arte aplicado nele e devido ao esforço constante de encontro ao inesquecível, o encontro à passagem do tempo em um esforço que requer uma memória profunda e brilhante. O lugar onde esta memória é encontrada é o lugar da imaginação e o lugar do conhecimento por isso os tapetes podem ser interpretados em diversas maneiras

Além da arte de tecer tapetes a mão preservada por várias gerações à vários séculos atrás durando até os dias de hoje, existe uma outra tradição que data milhares dos anos, e a cada século é renovada nas mãos dos artesãos. Essa arte consiste na confecção de cerâmicas produzindo vários tipos de porcelanato como vasos, pratos, mesas e até na confecção estrutural de palácios e mesquitas.

A principal cidade que produtora desses produtos é Fez.

 

Fez fica situado ao norte de Marrocos, é uma das mais velhas cidades imperiais do país. Fundado em 789 A.C, a cidade é considerada por ser um centro religioso, cultural e artístico muito importante para o País.
A cidade tem uma estrutura muito especial por se localizar numa área rica em depósitos minerais, onde indústrias especializadas em telhas, cerâmicas crescem cada vez mais. A visão artística que é peculiar à cultura Marroquina se reflete nos trabalhos muito sofisticados em cerâmicas em geral, com influências forte Espanhola e Oriental.

Há partir do século XVI, havia aproximadamente um quarto da população da cidade dedicada à produção de cerâmicas. Uma pesquisa realizada no século XIII mostrava o crescimento já naquela época e havia então 124 oficinas especializadas e operando na cidade.


Os projetos cerâmicos são pintados à mão pelos artesãos hábeis que foram colocados a seu aprendizado desde a infância. Para os  aprendizes mais novos são dados artigos menores e de menor valor  para que possam praticar e aprender e se especializar. Com o passar do tempo quando suas habilidades melhoram, são instruído então para o próximo passo, que é pintar projetos mais complicados e maiores. Para pintar, decorar e fazer o acabamento das cerâmicas são usados escovas feitas de bambu e crista de cavalo e cada artesão cria seu próprio jogo pessoal de escovas, de acordo como suas próprias necessidades.

O que chama atenção sobre a cidade de Fez é suas cerâmicas coloridas típicas azuis, que é chamada pelos povos locais de Fakhari ou Bleu de Fez pelo dialeto francês.
Situado num vale íngreme, este ajuste geológico fornece os materiais crus básicos para produzir a cerâmica. A argila vem de Jelleih, localizado ao norte de Fez aos 12 km de distância. Aqui dois tipos de material da argila devem ser encontrados. Nas camadas superiores da terra, está a argila amarelo-creme, que é usado principalmente para fazer uma cerâmica simples, tal como frascos e embarcações para carregar a água.


A argila que é encontrada nas camadas mais abaixo da terra é usada para fazer um tipo especial da cerâmica que é deixada para secar no sol antes de ser “ateado ao fogo”. O processo do aquecimento transforma a argila em uma cor branca desobstruída depois do qual está pronto para ser decorado. Uma grande variedade de cerâmicas é produzida nesta maneira, caracterizando-se nos detalhe em que suas decorações se destacam na cor azul em um fundo branco.

A predominação desta máscara especial em azul nas cerâmicas de Marrocos, é devido à presença do azul das rochas encontradas nas pedras que são varridas para baixo dos  rios do barranco Mellih. Essas rochas passam por um processo tradicional onde são moídas produzindo um pó fino e misturado a esmaltes produzem os mais lindos esmaltes azuis para serem decorados nas cerâmicas.


O amarelo é uma outra cor usada freqüentemente. É produzidos nos depósitos naturais para chegarem próximo a coloração azul-verde que são extraídos do óxido de cobre. Os artistas cerâmicos misturam quantidades diferentes destes pós com água para obter máscaras diferentes de tons das cores.

Os desenhos e projetos de Bleu de Fez seguem os testes padrões geométricos complexos, que aderem estritamente às ordens do Islam, que proíbe toda a representação das flores ou dos animais.
Na própria cidade de Fez própria, existe uma grande exposição das mais finas cerâmicas que se deve encontrar País. Onde os visitantes podem comprar e admirar uma grande variedade de bacias, vasos, pratos e dos frascos de armazenamento, todos feito à mão e decorado na tradição com o “azul Marroquino”.


Os visitantes podem também admirar os Tagines. Estes são um tipo de planície ou funil que consistem em duas partes, em um prato redondo raso e em uma tampa cónica capaz de capturar o vapor e os sabores do alimento quando cozidos lentamente por diversas horas, produzindo uma espécie de sucos naturais dos alimentos ali cozidos. Tagines é usado por toda população de Marrocos como se fosse panela para fazer seus alimentos. Podem ser encontrados em toda parte, desde restaurantes, ou nas mais pobre das moradias aos palácios onde servem como artigos decorativos de grande valor.

 

As tradições em cerâmicas de Fez também podem ser vistas em forma de telhas decorativas. Estes são pintados também à mão usando os testes padrões geométricos Marroquinos e usados na decoração de assoalhos e paredes.

A cidade de Fez tem controlado ainda preservar suas tradições antigas de séculos passados e procuram cada vez mais aperfeiçoar em nível maior a arte em criar cerâmicas e outros produtos como Tapetes feitos à mão, transformando a cidade num ponto cultural e artístico para Marrocos e todo mundo.

 
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